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Desencontros, por Henrique Coelho
A Autarquia de Albufeira acaba de ter o seu orçamento para 2011 aprovado, com cortes, como não podia deixar de ser. Mas, o importante é verificar o nível da sua execução. Parece evidente que já todos perceberam não ser mais possível dar cobertura ao supérfluo, mormente, em tempo de crise. Vale a pena analisar o que aconteceu, recentemente, num plenário da Assembleia Municipal. A actual maioria, no uso da sua legitimidade democrática, mas, com contornos algo inéditos, negou a proposta do Executivo Camarário que visava a implementação de derrama pública e subida do IMI para a taxa máxima. O alívio de mais custos, para os albufeirenses, certamente, mereceu concordância e é digno de aplauso. Porém, esta atitude não a iliba de responsabilidade política, por ter viabilizado gestão despesista, em momentos anteriores. Ainda há pouco tempo, a mesma maioria consentiu subidas exageradas, nomeadamente, na água da rede e nos resíduos. Noutro tipo de análise, a falta de concertação prévia, entre órgãos de soberania, cujas maiorias emanam da mesma família política, provocou “incidente” que merece a reflexão do Partido. Não sei quem foi o “prevaricador”. Mas há momentos em que alguma teimosia e, sobretudo, os excessos têm de ser travados. Com tudo isto, só me resta dizer que considero, já há algum tempo, o actual presidente da Assembleia Municipal, Dr. Carlos Silva e Sousa, candidato natural à presidência da Câmara Municipal de Albufeira, nas próximas eleições.
 
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